Quinta-feira, Julho 17, 2008

Quarta-feira, Setembro 12, 2007


Onde Está o Problema, Afinal?

Quando obtive a primeira notícia de que um avião havia perdido o controle ao pousar em Congonhas, logo desejei que nenhuma vítima séria fosse contabilizada. Esperança que foi pelo ralo ao saber da extensão da tragédia. A minha primeira reação foi de, infantilmente, repudiar toda notícia sobre o caso. Não queria nem pensar sobre. Na verdade, não queria lembrar do caos aéreo e nem de seus culpados. Mas este é o mundo que vivemos, e dele não podemos fugir. Hoje pensei muito sobre o assunto. Principalmente pelo fato de que lembrei o porquê do país atravessar uma crise de infra-estrutura, que inicialmente foi desconsiderada como 'crise' pelo presidente da Anac, Milton Zuanazzi. De fato não é crise, é o próprio caos.

O Brasil possui uma infra-estrutura equivalente à de países em guerra. Pagava o preço através da lerdeza em que caminhava rumo a uma economia forte. Mas agora o preço ficou mais caro. Vidas foram cobradas. A irresponsabilidade de todos estes que se dizem representantes do povo chegou a um patamar excessivamente perigoso pra vida do cidadão.

Não somos um país subdesenvolvido economicamente, e sim socialmente. O Brasil é um país desenvolvido em muitos termos. É o país com maior potencial de todos. Tem a cultura mais linda, a língua mais abrangente, a economia mais potencial. O que amarra o país é o egoísmo. Enquanto os governantes, a população e todos nós levarmos este sentimento à frente, ficaremos neste buraco que estamos. Enquanto todos continuarem a defender 'o seu', não haverá colaboração, contribuição e nem um crescimento satisfatório, e muito menos segurança nas ruas, nos aviões ou dentro de casa com as contas. Pode parecer absurdo, mas o único problema é esse. Enquanto não houver cooperação não haverá evolução. Os políticos continuarão corruptos, a população apática, a economia lerda e as mazelas sociais presentes.

Entendeu? Mude você, mudo eu e tudo melhora. Faça algo pela sociedade!

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Sexta-feira, Julho 20, 2007


Meus caros, vcs notaram que não disponho mais de material para postar aqui, mas peço que entrem no meu site. Há muito material para explorar. Espero que gostem. Grande abraço e obrigado à todos. Qualquer coisa, entrem em contato, é um grande prazer atende-los.

Erick Castanho - http://www.erickcastanho.cjb.net

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Quinta-feira, Setembro 15, 2005


Sobre o Desarmamento

No dia 23 de outubro a população brasileira irá às urnas votar contra ou a favor do desarmamento. Caso a maio parte da população se manifeste favorável ao desarmamento, terá continuidade o projeto do governo de proibir a comercialização de armas de fogo no Brasil. Este projeto visa diminuir o índice de mortalidade por armas de fogo, que no Brasil é tão alto que equivale a mais mortes por dia que no auge da guerra no Afeganistão e Iraque promovida pelos EUA no início deste século.

A princípio, eu acreditava que a grande maioria da população fosse favorável ao desarmamento, afinal de contas, a população é a que mais sofre com a violência e o caos urbano atual. Mas o que eu vi, assisti e li nos últimos dias me assustou. ¿Intelectuais¿ e ignorantes expunham sua opinião contra ao desarmamento de forma absurda na televisão. Opiniões de pessoas próximas, ou não, que defendiam com veemência o não-desarmamento. E comunidades ¿orkutianas¿ abarrotadas de pessoas que defendiam a violência e o armamento como forma de combater a violência.

Em uma dessas comunidades, um membro cita uma frase de Gandhi que supostamente apoiava o uso de armas. Gandhi foi uma figura louvável da humanidade que pregava acima de qualquer coisa a paz e a não-violência. Provou que para qualquer ideal a violência não produz bons frutos. Gandhi libertou 250 milhões de hindus e declarou a independência da Índia sem uso de armas ou violência. Einstein era um de seus maiores admiradores. Martin Luther King inspirou-se nele. Mahatma Gandhi é um dos grandes homens do século XX. Com este exemplo fica a pergunta: É necessário ter uma arma de fogo em casa? Um homem foi capaz de libertar 250 milhões de pessoas sem usar força física e muito menos armas de fogo.

Cada um tem as suas experiências e opiniões, mas com essa grande figura da humanidade pode-se aprender: ¿Não-violência não quer dizer renúncia a toda forma de luta contra o mal. Pelo contrário. A não-violência, pelo menos como eu a concebo, é uma luta ainda mais ativa e real que a própria lei do talião - mas em plano moral¿ - Diz quem sabe lutar pelos direitos através da não-violência.

Ainda tem dúvidas sobre o que escolher entre, o SIM à vida, e o NÃO ao combate à violência? Estudo da Unesco mostra que a campanha do desarmamento salvou aproximadamente 5.563 vidas em 2004. O número de homicídios caiu em 15,4% depois desta campanha. Campanha esta que está sendo julgada como marketing do Lula pelos contrários ao desarmamento. Mas vale a pena votar contra por apenas posição política? Isso não vai mudar o seu posicionamento político, e sim seu posicionamento humanitário e social.

Não basta apenas votar contra ou a favor. Faça a sua parte! Passe a mensagem adiante! Conto com o seu apoio na luta contra a violência, esse é o dever de todos cidadãos! Viva a não-violência! Um grande abraço a todos!


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Domingo, Agosto 07, 2005


Espero que a vergonha que o governo ex-telespectador me causa agora
seja motivo de orgulho pros brasileiros no futuro.

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Segunda-feira, Maio 16, 2005


Governo Telespectador

Já completaram 2 anos e quase 4 meses desde que o atual presidente assumiu o seu cargo. Era uma época de promessas de crescimento e de mudanças, digna de era Juscelino Kubitschek (diziam as pessoas ao meu redor). O otimismo tomou conta de grande parte dos eleitores, com a imagem de que esse novo presidente faria um grande bem, principalmente, para a parte social do Brasil. Dizia-se que a economia cresceria com base nas exportações. Muito bom...

Bem no final do governo FHC, eu afirmava que esse crescimento econômico prometido iria acontecer independente de qual fosse o próximo presidente eleito. A soja deu um empurrão nas exportações e movimentou o mercado agrícola de forma a favorecer o mercado de outros produtos. Isso tudo favoreceu a economia, mas a causa não foi o atual governo. O tal crescimento nas exportações é uma consequência de governos anteriores, o movimento do mercado atual é apenas um fruto a ser colhido. E o governo está apenas assistindo todo esse movimento. Por mais que o governo queira ele não pode mudar um quadro econômico que vem sendo "pintado" já há muitos anos, nem se quisesse segurar as movimentações econômicas atuais ele conseguiria. A economia cresce por seus próprios méritos, as empresas estão ficando cada vez mais competitivas, e é normal que elas busquem um mercado maior pra ampliar seus lucros no exterior. Um pouco dessa expansão vem da abertura econômica do governo Collor, que permitiu a entrada de empresas multinacionais no Brasil, desenvolvendo a tecnologia nacional, e da estabilidade econômica durante o governo FHC.

Já em áreas que dependem do governo os investimentos continuaram escassos. As rodovias estão praticamente um lixo, e piorando cada vez mais. É mais seguro viajar pelos acostamentos do que pelas próprias rodovias. Essa má condição das estradas chega a atrapalhar o escoamento de grãos e mercadorias para os portos, causando perda de mercadoria e maior custo de transporte, diminuindo o lucro dos produtores. Mas esse problema não freia o crescimento, mas cresceríamos mais se houvesse investimentos na manutenção e expansão das malhas rodoviárias e dos meios de transporte.

Como sempre os juros e os impostos sangram cada vez mais o trabalhador e a própria economia. Com tanta tarifa e imposto que as empresas têm que pagar, os investimentos em expansão e aumento da área de abrangência, na qualificação dos funcionários e dos equipamentos também são menores. A indústria fez um milagre ao conseguir números inéditos (maior crescimento dos últimos 18 anos em 2004/05), e creio que graças à política de redução de gastos adotada e pelo favorecimento da situação econômica atual. Imaginem se não houvesse tantos impostos a pagar, o quanto a indústria poderia crescer mais.

Eu tenho um amigo que quer montar uma empresa de pequeno porte para fabricar queijos e que não consegue por pura burocracia e ineficiência dos órgãos fiscalizadores. Já passou tanto tempo que ele queria montar o tal negócio, que ele resolveu vender os queijos sem regularizar a situação da micro-empresa. Ruim pro governo, que não arrecada, e ruim pra ele, que não poderá pedir apoio financeiro. Taí, mais alguma coisa para atrapalhar o crescimento.

Falta de investimentos (ou investimentos indevidos), juros, impostos, burocracia, financiamentos absurdos. A economia cresce por conta de quem?

É isso aí! O Lula vai ser reeleito graças ao seu magnífico marketing. A maioria acredita que o país tá crescendo, e devido à liderança de quem era trabalhador, como a maioria é. Se depender de uma boa propaganda, eu até tenho vontade de tomar um refrigerante qualquer, o que não faz nada bem à saúde. Mas nessa pegadinha do Lula, eu não caio.

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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005


O Macaco Que Queria Mudar...

Começa mais um dia na floresta. Os pássaros cantam o mesmo repertório e o vento ainda insiste em fazer chiar as árvores. O clima continua fresco como sempre, as plantas verdes como sempre e o cheiro de mata ainda persiste em se fazer presente. No mais, a floresta continua... a mesma.

Lá no alto de uma daquelas imensas árvores, onde se misturam os galhos e é quase impossível distinguir que galho é de qual árvore, se encontra um Macaco. Aquele bicho peludo de cara triste. Mas hoje, com uma cara mais triste ainda. Seu bando não estava longe, mas também não tão perto a ponto de perceberem a sua presença. Eles se balançavam em galhos, preocupados em encontrar o alimento que os mantêm vivos numa floresta rodeada de perigos, como qualquer floresta. No mais, o dia continuava... o mesmo de ontem, de anteontem, da semana passada, dos meses passados. E o Macaco olhava para seus companheiros, que buscavam incessantemente algo para satisfazer as suas necessidades instintivas. Neste dia, o Macaco não seguia seus instintos, não sentia fome, e nem vontade de prosseguir numa existência marásmica e rotineira: "O que falta nesse mundo que eu vejo tão perfeito, mas que não me seduz a vivê-lo?" - indagou o símio a si próprio. "Eu vejo este lindo nascer do sol, em um meio ambiente tão agradável, com o necessário para a sobrevivência. Tenho um bando e não sou só." - disse observando de longe seus "parentes" se deliciarem em um pé de frutas carnudas que encontraram após tanto vasculharem as redondezas.

Para esse Macaco, pensar demais talvez tenha sido um erro. A conclusão foi: "Falta ação neste lugar!". "Como combater esse mal?" - e uma nova dúvida surgiu. Pensou, pensou e pensou. Pular de galho em galho já não era mais tão excitante. Andar pela floresta com o bando já não era mais tão interessante. Comer aqueles cogumelos esquisitos, que faziam a cabeça girar e a visão se colorir, já não era mais tão empolgante. E o Macaco, olhando pra um galho, vê uma coisa que acontece todos os dias. Uma coisa natural e que faz parte da rotina da floresta. Um bando de formigas se juntava contra um besouro que tentava se livrar, em vão, das vorazes predadoras. "Sim! Achei o que pode mudar todo este marasmo!" - exclamou em pensamento o bicho peludo. A radicalidade do Macaco falou mais alto, e ele optou pela idéia mais inconcebível, decidiu caçar um predador. Uma atitude inversa às forças da natureza. Não haveria algo mais diferente do que contrariar as tendências normais, e naturais. Isso sim seria interessante, excitante e empolgante. As idéias fluíam, agora, com muito mais facilidade: "Um Tigre seria ideal! Grande, forte e imponente". Aquela dúvida anterior havia se transformado em ação, e o Macaco logo estaria vagando pela floresta em busca de uma aventura nada convencional. Seus companheiros nada sabiam e nem poderiam saber, com uma idéia louca como esta, com certeza iriam, de alguma forma, impedi-lo de se aventurar de uma forma tão arriscada. Mas como não havia ninguém para conter o Macaco, em busca do Tigre, ele partiu. Cauteloso e sorrateiro como o Tigre que ele próprio buscava, o Macaco foi se distanciando de seu bando, pouco a pouco.

Cada vez mais longe de seu bando, que nem notava a sua ausência pois já havia muito tempo em que a presença do Macaco se limitava à uma presença material, o bicho percebeu que estava sozinho pra valer e que não haveria ninguém para avisar ao seu bando caso se machucasse, ou se perdesse numa floresta gigantesca como aquela. A sua decisão, ali, poderia ser definitiva e talvez ele nunca mais conseguisse voltar. "Quem não arrisca, não petisca!" - lembrou-se de um velho ditado que os humanos proferiam. Isso o lembrava de quando conheceu a maldade e a bondade humana, os dois lados de uma moeda. Sua família fora assassinada por caçadores e ele, posteriormente, foi encontrado por naturalistas que cuidaram dele até integrá-lo em um bando. Talvez este seja o motivo de não se encaixar bem no bando.

E foi no meio de uma dessas divagações que o Macaco encontrou um Cachorro. Parecia perdido e assustado, mas ao encontrar o Macaco logo se pôs a latir. "Não é um Tigre, mas pode ser uma boa aventura" - pensou o símio. Mas o Cachorro latia, dava voltas em torno de um eixo imaginário, latia outra vez, dava voltas, latia, dava voltas, latia, dava voltas, latia e dava voltas. Afinal, se o Macaco quisesse dançar com o Cachorro, uma imagem perfeita seria a do Cachorro dançando sozinho e o Macaco a olhar, como um mero espectador. E como um espectador insatisfeito com o espetáculo, o Macaco deu as costas para o barulhento (e agora meio tonto) canino e continuou sua jornada extremamente decepcionado. "Esses humanos só servem pra confundir o mundo animal. Se fosse um lobo, garanto que teria avançado em mim, aí sim seria emocionante!". Ao que parece, o Macaco, neste ponto, já havia perdido o senso do risco que corria.

As horas passavam como dias, demoravam, e o Macaco se sentia distorcido no espaço. É aquela sensação de que quanto mais a gente espera, mais a gente vai esperar. Quanto mais a angústia aperta o peito, mais devagar o tempo passa, pra que a gente sofra cada segundo com intensidade. A procura já havia se tornado uma obsessão, o Macaco ocupava cada segundo com a idéia de encontrar o Tigre. Depois de uma decepção com o cachorro, o símio se convenceu de que uma boa aventura seria mesmo com o tigre e não haveria outra melhor. "Será que eu não encontrarei esse Tigre?" - já havia muito tempo que uma dúvida não incomodava a cabeça do "peludo".

Os traços da noite já começavam a aparecer, pois as estrelas que brilham mais forte já podiam ser vistas, e a escuridão começava a tomar conta da mata. E depois de algum tempo de escuridão, em contradição à própria, a lua surgiu pra iluminar a mata, que também abriga bichos de hábitos noturnos. Um deles não tinha o hábito de ser noturno, mas naquela noite ele era da noite. Movimentava-se pelas matas buscando algo. O incansável Macaco, apesar das dúvidas, não havia parado a sua caçada pela escuridão. Ele achou que a noite poderia trazer mais emoção, afinal, traz maior perigo. Difícil é andar pelas árvores nestas condições, o que o obrigava a andar no solo, e mais perigo ainda corria o símio.

Ele conheceu vários animais noturnos, inclusive uns bastante engraçados, mas nenhum que lhe pudesse trazer emoção. Mas nesta lista de animais, o último que ele encontrou não era noturno, mas que de vez em quando saia na noite. Só que hoje, ele estava dormindo, para a sorte, ou azar, do macaco, era o Tigre. O tão procurado, e tão perigoso, estava dormindo feito um filhote que mamou. Todo bonachão de patas e barriga para cima, parecia satisfeito, com o sono tranqüilo e com a barriga (parecia cheia). Afinal, numa floresta tão farta, é impossível passar fome. Além disso o Tigre tinha as suas vantagens, pois era grande, forte, imponente, se camuflava bem e sempre tinha boas oportunidades. Todo Tigre é um exímio caçador, e este poderia acabar com o Macaco numa patada só. O Macaco estava, agora, de frente para a morte e para uma chance única.

O Macaco parecia feliz e se achava feliz, mas não por completo, afinal a emoção que ele procurava ainda não havia se concretizado pois o Tigre ainda estava dormindo. Então, o Macaco foi logo acordar o Tigre. "Ôou! Acorda Aí, ô Tigrão!" - gritou o Macaco de longe. O Macaco estava num momento de insanidade mas não era bobo, manter distância é uma boa nestas ocasiões. Só que nada adiantava. O Tigre chegou até a abrir os olhos, sonolentos, mas vendo de longe um macaco, que parecia meio estúpido, logo voltou a dormir, incomodado com a interrupção. Mas quem estava realmente insatisfeito era o Macaco, afinal, depois de tanto esforço não era isso o que ele esperava. "Onde está o poderoso e imponente Tigre?". Estava, ali, alguns metros o separavam, e o Tigre parecia mais inocente do que uma ovelha. Parecia, pois despertar a fúria do animal seria um desastre.

Inconformado de poder ter perdido toda a viagem e o desprendimento, o Macaco resolver ir lá ao lado do Tigre e correr todo o risco, e de novo aprontou um berreiro: "Acôoooorda! Não está me vendo aqui do seu lado?!?!?!?! Vem cá me pegar seu preguiçoso! Você não é o grande poderoso?!?!". Com aquela expressão de "Não é possível, de novo esse chato aqui..." o Tigre olhou para o Macaco e deu-lhe um sopapo(patada) bem no pé-da-orelha daqueles bem dados. O Macaco saiu meio tonto e cambaleando até cair mais à frente. Quando se estabilizou o giramento das idéias, o Macaco levantou-se apressado e com medo do Tigre. Mas o quando o símio olhou para trás, encontrou o Tigre dormindo outra vez. Um macaco em fúria, essa era a imagem. O Macaco não acreditava no que havia presenciado. Ele esteve ao lado do Tigre, (quase) se ofereceu, e o Tigre fez uma desfeita dessa.

O Macaco teimoso então começou a entender que o Tigre também fazia parte de toda a rotina da floresta, e que ele seguia o instinto natural de caçar e não de ter o café-da-manhã servido na cama. Isso era óbvio, pois o Tigre era parte daquilo tudo que se chamava natureza, e justamente do que o Macaco tentava fugir. Um comportamento diferente do natural seria quase que impossível de encontrar, e não seria dentro da própria floresta que o Macaco iria encontrá-lo.

Já ao amanhecer, o Macaco não parecia bem. Uma patada de um tigre, mesmo sonolento, não é fraca, e esta parecia ter afetado bastante o Macaco. As tonturas voltaram, e o Macaco encontrava-se, mais uma vez, incapacitado de movimentar-se pelas árvores, o que representava um perigo ao símio. O outro efeito foi indireto, as tonturas e a frustração desnortearam o Macaco que se perdeu por completo na floresta tão grande. Perdido, frustrado e nada bem, o Macaco foi desistindo e entregando-se ao acaso, e deixando que as furtividades que a natureza reservava para ele acontecessem sem que ele lutasse contra isso.

Algum tempo depois de se entregar, o Macaco sentiu uma presença amiga se aproximar. Nem precisava ver, era apenas sentir. Era o seu bando que ele havia abandonado e que tinha saído em busca do "sumido". Parecia que a ausência, mesmo que apenas material, havia afetado o grupo, que partiu de sua região habitual à procura do "amigo". Amigo que agora estava amparado e em bons cuidados (ou boas patas), até que pudesse se restabelecer, tanto restabelecer sua saúde quanto o psicológico. Afinal toda esta aventura tinha abalado suas idéias, e agora, com estas experiências novas poderia aprender algo.

E neste tempo de restabelecimento, o Macaco entendeu que o problema não estava na natureza, e sim no modo que ele a enxergava. E também que não adianta fugir dessas coisas, o melhor é entendê-las e vivê-las da melhor (e mais inteligente) maneira possível. Aprendeu que ele dava valor apenas para si próprio, e às vezes nem isso (arriscou-se, afinal). Entendeu que havia se esquecido de seus companheiros que poderiam não estar por todo o tempo ao seu lado, mas que estavam sempre presentes de alguma forma, mesmo de longe. Também viu que a atração por coisas que lhe pareciam belas e imponentes, não passava de uma ilusão sem conteúdo algum, e sem valor algum. E por fim, aprendeu que na ausência de um bom par, a melhor opção é dançar sozinho (mesmo que por um momento apenas).

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Terça-feira, Janeiro 18, 2005


"O mundo é um kinder ovo, a gente nunca sabe se a surpresa agrada ou não."

Essa frase é um reflexo de um passado conturbado. Este conturbado se refere à um decepção que tive várias vezes. Meus benditos um "reais" (difíceis de arrumar) que eu gastava na compra de kinderes ovos, sempre resultavam em péssimas surpresas inúteis. Até que um dia, revoltei-me, e nunca mais gastei um real sequer em algo que talvez pudesse não me agradar, no caso, nunca mais comprei um kinder ovo.

Claro que isso não é tão trágico, mas a comparação com o mundo é boa. A vida é cheia de mistérios e surpresas, e o que a gente recebe às vezes não vale o que a gente gasta. Às vezes o nosso esforço é recompensado com um mini-quebra-cabeças, ou uma peça inútil, sem mobilidade e que nem pra enfeitar serve. E às vezes é recompensado com algo que você adore, e que fará bom proveito. Isso é kinder ovo, correr o risco e ter de assumir posteriormente, ou o lucro ou o prejuízo.

Quando a gente se ilude demais com o que pode estar dentro, esquece do que há por fora, ou vice-versa. O fato a ser encarado era que você havia pagado "um real"(agora é mais caro), e devia usufruir de tudo, do chocolate à surpresa. Ah, mas a ilusão era mais forte, e o palavrão desferido, ao abrir aquela "bolha" laranja e encontrar mais uma coisa inútil, era inevitável mesmo antes de consumir toda a guloseima. Chamo isso de força do marketing. Estamos sempre atrás do que "queremos", e esquecemos do resto.

Então, o meu conselho é: aproveitem bem o chocolate, pode ser a única coisa que possa valer a pena... Aliás, é melhor pensar assim: Aproveitem o chocolate sendo a surpresa boa ou não, no final, você entenderá que o bom da vida não são as surpresas boas que ela nos dá, e sim saber que além aproveitar as coisas boas que não eram surpresas, você ainda lucrou algumas boas surpresas.

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Domingo, Agosto 29, 2004

Quarta-feira, Agosto 11, 2004


Injustiça Social

Hoje eu vi "Diários de Motocicleta" de Walter Salles. Conta um pouco da vida de Ernesto "Che" Guevara, e destaca muito bem o seu lado humanitário. Mas o que quero comentar aqui é que o filme evidencia uma coisa que já está mais do que estampado, a injustiça social. Daí surge a idéia de lutar pelo seus ideais e por uma sociedade mais justa, a partir das evidências espalhadas pela América Latina, desde o Chile, passando pela Venezuela, Peru e Colômbia.

A história dos nativos na américa é muito sangrenta e marcada pela injustiça. Os índios perderam os seus direitos em suas próprias terras - além de perde-las - causando o desemprego e o êxodo rural. Obrigados a trabalhar em um regime de semi-escravidão, ganhavam pessimamente mal, submetendo-se aos trabalhos que mais prejudicam a saúde. Perderam sua liberdade em sua própria terra, perderam sua terra, seu sustento. Até hoje percebe-se que esta injustiça acontece, e está muito vivente também no Brasil. Na Amazônia ainda escorre o sangue de nativos, sejam eles justos ou injustos (vide máfia do FUNAI).

A corrente da injustiça segue até hoje refletindo nas relações entre negros e brancos (claro que com uma intensidade menor), e principalmente entre pobres e ricos. A comida que o rico desperdiça alimentaria o pobre, assim como a educação que o rico não dá valor, para o pobre seria um tesouro. O verdadeiro problema não está no capital em si, mas no potencial de desperdício. Claro que os pobres não são porcos e não devem ser alimentados e satisfeitos com a "sobra", mas podemos pensar como um potencial que o rico tem em não dar valor à certas coisas, que poderiam solucionar o problema de muita gente necessitada.

Cheguei à conclusão que a solução do problema é mais material do que este "capital imaginário", o dinheiro que só existe nos computadores de banco. A solução não está em dar dinheiro. A solução é dar o pão a quem tem fome, e o cobertor a quem em frio. Claro que é uma solução óbvia, mas é que a solução mais simples não é aplicada, sendo que os caminhos tomados pelos responsáveis não são tão viáveis quanto parecem. Aí, esta ajuda deixa de ser dependente dos responsáveis, que injetam dinheiro no buraco negro da corrupção, como a verba que vai para o nordeste para ajudar as vítimas da seca, e a população não vê resultados.

Então não devemos nos esquecer que está é uma responsabilidade nossa. Está certo... Não é necessário cruzar as Américas e fazer uma revolução pra amenizar a injustiça social. Mas custa ajudar quem precisa?

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Segunda-feira, Agosto 02, 2004


Agora as minhas músicas estão disponíveis no site da Trama Virtual.
Vale a pena conferir e conhecer um pouco mais do meu trabalho.
São todas de autoria minha e executadas por mim.
Pode-se fazer download ou escutar o streaming, para fazer o primeiro é necessário que se cadastre no site, mas é rapidinho.
Espero que visitem! Abraços...

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Segunda-feira, Julho 19, 2004


Esse negócio aqui tá parado hein?! Mas eu já to voltando a escrever....
Enquanto isso, visitem Dia e Poesia e Em Uma Moldura Clara e Simples... porque lá tem atualização de sobra. Ok? Valeu...

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Domingo, Maio 09, 2004


Peso Morto...

Conversando com o Ms. Aldo França, professor de Gestão de Projetos da Uniminas, me deparei com um ponto de vista um tanto quanto interessante. O assunto era o MST, e a teoria é a seguinte: muitas massas agem como um peso morto que a sociedade tem de carregar. A sociedade já tem que manter as crianças, os aposentados, desempregados e os incapazes de trabalhar, como os deficientes. Além disso, ainda arca com as despesas dos políticos corruptos, agiotas inescrupulosos, os bancos que cobram juros altíssimos e até mesmo movimentos que não produzem, como o MST, entre outros. A primeira idéia que surge é que essas massas consomem grande parte do que a sociedade produz, e não dão retorno nenhum, incapacitando que essa parte da ajuda não chegue a quem realmente precisa.

A corrupção age como um verdadeiro sugador de dinheiro, semelhante a um buraco negro, quanto mais se coloca dinheiro, mais dinheiro puxa. É inestimável a quantia de verba pública que é desviada por políticos e detentores de cargos públicos. Bem de baixo de nossos narizes, é notável. Aqui na cidade, uma verba destinada à compra de computadores para alunos de uma escola municipal sumiu, literalmente, sumiu. A peneira dos egoístas vai tirando, pouco a pouco, o dinheiro destinado à melhoria do ensino para crianças que não têm, às vezes, condição de se alimentar decentemente em casa.

Este ano o governo aumentou os impostos. Quem paga imposto sabe, é difícil ver o dinheiro que você sua pra ganhar ser dado de bandeja. Dado de bandeja, do mesmo jeito que pagamos juros dos bancos que exploram os clientes na maior cara-de-pau. Quando eu recebia meu salário por uma conta de banco, todo mês faltava ao menos 1% do que eu realmente ganhava por mês. Pior que isso, são os agiotas que emprestam dinheiro a quem realmente precisa e cobram até a vida do "camarada" como garantia. De quebra, a sociedade mantêm quem não quer trabalhar.

A conclusão que chegamos foi a seguinte: quanto mais peso morto a sociedade tem que puxar, maior vai ser o atraso nas evoluções sociais. Pensemos como um comboio, quanto mais pesado último vagão estiver, mais devagar anda o trem. Pena que não dá pra deixar o vagão pra trás. Paciência....


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Sábado, Abril 24, 2004


Sobre o MST

Desde o início, eu já previa isso. Quando o governo Lula começou agradando todas as "partes" era notável que essa tática era insustentável por longo tempo. Primeiro foram os radicais expulsos do PT, agora, mais uma nova onda de invasões do MST. Já é perceptível o clima de guerrilha que está sendo instituindo no Brasil. A violência está surgindo em todos os lados: Garimpeiros morreram em uma reserva indígena, no rio os traficantes promovem a violência, o MTL já brigava com o governo, e agora brigam entre si. O Lula prometeu e não cumpriu. Agora herda as conseqüências do pior jeito possível, o seu próprio jeito quando oposição. Greves, revolta, reclamação e forte oposição no seu próprio partido e dos partidos aliados.

O MST fez do mês de abril o chamado "Abril Vermelho", e invadiu mais de 90 fazendas no período de janeiro até 14 de abril. Sinais da grande insatisfação do "trabalhador" rural. Não é possível que o governo deixará o Brasil se tornar o caos que podemos ver no futuro se as coisas continuarem deste jeito. Não é raro ver no MST, ou em qualquer outro movimento, pessoas que nem estão ligadas só ao trabalho rural, são desempregados que viveram boa parte da vida na cidade. O problema da reforma agrária vai bem mais além do que apenas o desemprego rural. O governo tem que construir bases gerais para terminar com os problemas sociais. Educação, saúde e emprego são coisas primordiais para exterminar qualquer outro problema social.

Não é difícil perceber que a população está acomodando e se filiando a movimentos "reclamões" que não trazem nenhum benefício. É preciso ação, e não reclamações. Já encheu o saco só falar, falar e falar. Está na hora de ajudar quem precisa, dar educação, saúde e emprego por conta própria. É difícil ajudar instituições filantrópicas? Eu conheço várias instituições não-governamentais que atendem doentes sem se preocupar com o lucro. Conheço gente empenhada a dar educação sem cobrar nada. Conheço empresários que ajudam os outros cedendo uma vaga em sua empresa para quem necessita. Mas o movimento é muito pouco ainda. É necessário que deixemos de falar que o governo não faz, para fazermos por conta própria.

É claro que não defendo o tipo de ação de alguns grupos do MST, pois o que vejo são invasões e saques à propriedades que são produtivas. Muitas pessoas apóiam estas invasões, mas considero o seguinte: Se um sem-teto invade o seu quarto e diz "este pedaço você não usa, ele é meu agora", com certeza você diria que isso é um absurdo e é inaceitável. É injusto considerá-los como ladrões, mas não exito em aproximá-los disso. O problema está sendo combatido do jeito errado, não é pela violência ou pela invasão que chegaremos a um futuro melhor.

São dois problemas a serem resolvidos: Pouca ação e muita impunidade.


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Domingo, Abril 11, 2004


Falando Em Ética... - Onde ela estará?

Fiquei com o contexto da Carta da Terra na cabeça por toda a semana. Cheguei a algumas conclusões e algumas dúvidas insistiram em permanecer. Uma das conclusões que cheguei foi que os valores humanos estão sendo perdidos, e com certeza isso é culpa da tecnologia e da globalização. Estamos vivendo uma competição, onde a ética desaparece e dá lugar à voracidade de um mercado de trabalho desleal e que dá privilégios a quem já tem dinheiro.

Pra falar sobre esse assunto primeiro é importante lembrar sobre o que é a ética. A ética é o bom senso que define o limite entre a nossa satisfação e a satisfação do próximo. Até onde podemos agir em nosso favor sem que prejudiquemos quem age do nosso lado. É um conceito simples, mas que parece ser muito difícil de se aplicar, pois não é este o conceito que vemos a sociedade aplicar. A busca incessante pelo lucro está levando todos a esquecerem os princípios da ética. Desde pequenos já aprendemos: o que é meu é meu. As crianças já preferem ver televisão e jogar videogame a brincar com os amigos ou passear, ir ao parque. Digo que estamos perdendo a qualidade das relações humanas e isso já provém desde o modo de criação. Mas isso não quer dizer que essa é a única época em que vivemos uma competição. Eu passei todo o meu colegial sob pressão: eu deveria ser um dos melhores se quisesse entrar para uma faculdade federal. Minha sorte é que desde cedo já percebi como funcionava o jogo. Digamos que eu não deixei de competir (isso é impossível), mas não entrei no clima da competição. Ficava embasbacado como os vestibulandos eram individualistas, desde a escolha do curso, até o dia das provas. O principal critério para a escolha do curso: "O que EU gosto". Quando eu finalmente entro na faculdade, a luta continua. Se tiver algum concurso pra bolsas, os "colegas" não avisam. Podem ser muitas vagas, mas não avisam. Nunca vi tanta imaturidade, quando percebi que havia uma competição pra saber quem tiraria as melhores notas. Minha infelicidade é saber que quando eu formar essa competição continuará, desde o meu primeiro emprego até minha aposentadoria.

Como ter ética em uma sociedade como essa? Justamente a dúvida que permanece. Às vezes tenho medo, não sei como vai ser o futuro para os meus filhos. Não sei se realmente eu vou querer ter uma televisão em casa, um computador. Se é que terei dinheiro pra isso. A ética deve ser estabelecida desde cedo, mas os meios de comunicação deturpam o que os pais tentam ensinar. Até os desenhos animados são competição (vide BeyBlade), e estão voltados para o acumulo de lucro. Falando em lucro, o marketing aposta muito nas crianças, e já estão, desde cedo, cultivando o sentimento consumista, que sem o freio dos pais tende a formar personalidades individualistas centradas em conquistas materiais. Se realmente é este o futuro destas crianças, não exito em dizer que novos "Hitlers" estão por vir, querendo conquistar o mundo. Falando nisso, já é até comum ataques de crianças armadas a colegas e professores. Onde estará a ética destas pequenas almas que nem sabem o que estão fazendo? Quem é o culpado: O sistema? O capitalismo? Os pais? Acho que é a própria sociedade que aceita toda a imposição.

Afinal, a sociedade luta pra mudar isso? Eu vejo tanta gente reclamar, mas pouca ação, há ação, mas muito pouca. É o tal do comodismo entrando em cena. Aliás, é um pouco de egoísmo também. A maioria está preocupada em se satisfazer, ter o melhor pra si. Estes dias eu discutia justamente sobre isso. A maioria das pessoas prefere ficar deitada no sofá comendo coisas podres, e deixando coisas pobres entrarem na cabeça. Quem sairia em um domingo à tarde pra distribuir alimento na favela? Ou faria um serviço de graça pra alguém que necessita? Infelizmente, poucas pessoas.

Pelo o que sei, acho posso afirmar que estes problemas não são um câncer na sociedade, e sim uma necrose.


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Quinta-feira, Março 18, 2004


Ontem, fiz metade do meu aparelho odontológico.... De fato... é um saco!
Ô coisa que incomoda....
Cheguei a seguinte conclusão:
Ao sujeito que inventou esta parafernalha aluminica:"Seu pulha! Inventou a coisa mais chata do mundo... Mas eu te perdoo"
Ao sujeito que inventou uma borrachinha que fica entre os dentes: "Seu pulha! Vc é um grande lazarento! Inventou um método de tortura bem eficiente! Vc eu não perdoo"

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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004


AVISO IMPORTANTE:
Agora eu escrevo colunas em um site chamado Poetry Lab - Laboratório de Poesias. Então eu vou postar aqui com uma frequencia baixíssima... Quase nunca. Se quiserem ler minhas colunas lá. Entrem no site e depois no fórum. Obrigado e até mais.


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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004


Minhas aventuras fotográficas continuam juntamente com as fotos antigas que foram transferidas para o blog: Em Uma Moldura Clara e Simples.... Assim como seus respectivos comentários.

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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


Estive mexendo com artes fotográficas, e descobri que isso é uma forma interessante de mostrar a sua personalidade.

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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004


Uma das formas de expressividade é o desenho. Este que segue é um desenho simples, mas significativo. Interpretação livre pra quem quiser...


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